A palavra “nada” não tem uma definição muito precisa. Palavra de origem incerta, mas muito próxima do termo usado pelos romanos (latim) “nata”. Usavam a expressão “res nata” quando queriam referir-se a algo negativo. “res” significa coisa, e “nata” é o particípio feminino do verbo nascer. Um exemplo no latim é a frase “Non vidi res nata” que traduz-se literalmente “Não vi coisa nascida”.

Segundo a maioria dos dicionários de língua portuguesa, a palavra nada significa “a não existência; ausência de quantidade; inanidade”, mas se formos avaliar de acordo com os conhecimentos mais básicos da física é impossível existir um completo vazio. A concepção de nada que usamos em nosso cotidiano não se encaixam nesses estudos, tão pouco na filosofia.

Então, se nenhum idioma consegue dar-nos uma noção do que seja realmente “o nada”, como poderíamos defini-lo? Não podemos. Por mais que muitos físicos como Einstein, Newton, Maxwell e filósofos como Aristóteles e Mestre Eckhart tenham dedicado-se por anos na tentativa de imaginar “o nada” até hoje ninguém obteve o êxito em esclarecer o que exatamente essa palavra quer dizer. Aristóteles, sábio, estava totalmente certo quando disse em uma de suas conclusões sobre o assunto que “a natureza odeia o vazio”.

Resumindo, o “nada” é complexo, e sua concepção ultrapassa o limite da compreensão humana. “Na verdade “nada” é uma palavra esperando tradução.” – Pianos bar, Engenheiros do Hawaii

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